Eu sempre achei meio estranho fazer análise. Não sei, a ideia de sentar olhando pra alguém que eu mal conheço e abrir a minha vida nunca me pareceu muito tentadora. Mesmo assim, resolvi aceitar o desafio – seja porque todos os outros caminhos pareciam não funcionar, seja porque na hora do desespero suas convicções não valem mais tanto assim.
E lá estou eu, sentado em uma confortável poltrona, variando a direção do meu olhar entre o teto e o meu pé, que balança rápido por culpa do nervosismo. Sai uma palavra, vem uma afronta, sai um contraponto, vem uma história.
Quarenta minutos depois estou “liberto” e curiosamente feliz. Será que o simples ato de poder falar o que se sente pra alguém que você não vai ter que olhar na cara no dia seguinte é algo que conforta a gente tanto assim? Ou será que a gente só se abre verdadeiramente com uma psicóloga porque acha que está pagando e por isso merece aproveitar esse “custo” da melhor forma possível? (maldito capitalismo)
Não sei ao certo, não sei mesmo. Fato é que hoje tenho mais um desses encontros marcados (não, não é com o Luiz Gasparetto). Depois conto mais pra vocês.
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