quarta-feira, 25 de maio de 2011

O mais incrível ano de nossas vidas

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Eu ia escrever isso na sexta-feira, mas se bem me conheço, sei que vou estar tão atribulado com o Intercom, que ia acabar faltando tempo pra simplesmente sentar e escrever com o coração aberto. Então, lá vai

27 de maio de 2010. O dia em que a gente se conheceu.

Já contei isso em outro post, então só vou repetir aqui.

Acho que nós dois temos um pouco de vergonha da maneira como nos conhecemos. Mas isso logo passou quando começamos a conversar insistentemente pelo MSN. Era uma conversa não convencional, daquelas que eu sempre tenho com grandes amigos. Falávamos de muitas coisas, menos de nós, de um possível relacionamento ou de sexo, como é o mais comum.

Fato é que relutei um pouco em te conhecer, apesar de adorar falar com você. Já estava cansado de sofrimentos, de relações onde eu me entregava e depois não recebia nada em troca. Estava cansado de expectativas desleais e de momentos de tristeza. Mas depois de tanto em comum, de tantas conversar leais, eu simplesmente não poderia fugir. Seria te trair. Seria me trair.

Você deu a idéia, eu aceitei. 27 de maio, quinta-feira. Marcamos de nos encontrar no Zuppa, um barzinho lá na Jorge Velho depois do meu estágio e do seu trabalho. Foi difícil pra mim segurar a ansiedade, mas consegui. Logo quando cheguei, já te vi. Fiquei super sem graça, como sempre fico em todo primeiro encontro. Mas você apertou minha mão forte e me olhou com os mesmos olhos expressivos de sempre, fazendo todo aquele sentimento estranho se esvair instantaneamente.

A cada minuto que passava conversando com você (enquanto tomávamos muita coca-cola com gelo e limão, claro), me sentia de alguma forma encantado. E percebia pelos sinais do seu corpo, que estava sendo legal pra você assim como estava sendo pra mim. Você apertava as mãos com voracidade, dava sorrisos prolongados e as vezes só ficava me olhando, sem dizer absolutamente nada. E isso era totalmente recíproco.

Comemos alguma coisa, até que você fez uma piada, da qual nem lembro o contexto. Só me recordo que você disse que conseguia “prever o futuro”. Lancei o desafio e propus que você previsse o que iria acontecer naquele momento. Você simplesmente pegou na minha mão e não disse nada. Mas mesmo que sua voz não tenha dito, seus olhos disseram. E olhos são muito mais sinceros.

Me convidou para ir pro seu ap, ali perto mesmo. Relutei, mas aceitei. No caminho você pegou na minha mão e apertou forte, sorrindo e abaixando a cabeça rápido, de uma forma que demonstrava ao mesmo tempo nervosismo e alegria. Eu sentia meus batimentos cardíacos acelerarem com uma velocidade impressionante. E tudo era muito inédito.

Você me colocou pra dentro, fechou a porta e me tascou um beijo. Mas não era um beijo qualquer. Foi um beijo carinhoso, intenso. Na hora eu te senti meu par, meu cúmplice, meu companheiro. Vi claramente que ali começaria uma relação que eu não poderia simplesmente fugir. E isso já nesse primeiro momento.

 

30 de março de 2011 – O dia da volta

Todo mundo sabe que eu nunca consegui ser plenamente feliz nos sete meses que passei longe de você. Não tente entender porque eu gosto tanto da sua companhia, simplesmente não tem uma explicação só ou uma explicação simples. Me arrisco a dizer que nem tem qualquer explicação.

E foi indescritível, fantástico, o que eu senti quando atendi o telefone e ouvi sua voz. A alegria da surpresa, o conforto de ter notícias suas, os olhos marejados de esperança… consigo vivenciar cada um dos sentimentos daquele momento. Mais a noite, uma conversa longa no Talk sentenciou muita coisa e me deixou confuso deveria eu dar uma nova chance a tudo isso que sinto, correr riscos?

Eu nunca tive realmente dúvida de tudo o que eu queria fazer por você, do quanto gostava de você, do quanto te queria do meu lado. E por isso essa talvez tenha sido uma decisão mais fácil do que deveria – esse Gustavo não sabe (e não quer) esconder seus sentimentos.

E então a gente se encontrou… e voltou. Nos primeiros dias foi difícil lutar contra as dúvidas, os questionamentos, as desconfianças. Mas nós dois estávamos tão dispostos a fazer isso dar certo, que fomos superando todos os obstáculos, numa crescente que eu não conseguia sequer prever que fosse possível. Aí você se abriu comigo, a gente tem tentado se livrar das neuras, você tem me apoiado com os problemas aqui em casa…

E todo momento com você é legal, até mesmo quando a gente conversa sobre assuntos chatos, mas que são importantes, ou quando a gente simplesmente tenta não pensar neles… As vezes, preciso só do seu abraço, do seu beijo e de ouvir sua voz, nem que seja por um mísero instante.

É piegas, eu sei, mas o que realmente importa é que eu te quero do meu lado por muitos e muitos anos.

Foi um ano difícil, mas chegamos aqui melhores do que nunca.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Grey’s Anatomy – 07×22 – Unaccompanied Minor (Season Finale)

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Perdido em meio a uma quantidade absurda de coisas inadiáveis pra fazer nesse final de semana, acabei procrastinando ao máximo e só agora estou escrevendo minha (pequena) análise do Season Finale da sétima temporada de Grey’s Anatomy. É incrível, nos últimos cinco anos nenhuma série conseguiu sequer ter uma fração significativa da importância que ela tem na minha vida. Nada mexe comigo assim, nada me faz tão bem (e tão mal ao mesmo tempo) e nada consegue colocar essa cabeça tanto pra pensar. Enfim, esse post não é sobre minha relação pessoal com a série, então chega de falatório e vamos em frente nos comentários sobre o Unaccompanied Minor, que foi ao ar na última quinta-feira.

E então, como foi?

normal_ga722_017Primeiro, não tem como não elogiar o ritmo que o episódio teve, no nível dos melhores que a série já viu. Muita coisa acontecendo, muitas histórias se desenhando, muitas lições de vida e muita coisa pra pensar. Difícil deixar a cabeça no lugar e não pensar sobre cada um dos dramas mostrados no episódio, que deram um gancho inicial para a próxima temporada que não poderia ser melhor.

Achei fantástico, logo no início, Meredith voltando a ser Mer. Incompreensiva e radical, inconstante e misteriosa, fechada e amedrontada. Aquela Mer que é capaz de enfrentar brigas com quem quer que seja para poder levar adiante o que acha que é necessário – e que parecia completamente anulada desde o casamento com Derek. Meredith voltou a lutar pelo seus instintos e a acreditar naquilo que acha que deve ser o certo, mesmo que coloque em risco todos aqueles que ela ama.

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Outra que deixou os medos de lado e assumiu novamente quem verdadeiramente é, foi Cristina. Numa discurso político (e porque não dizer, ousado), ela assumiu que não quer ser mãe, simplesmente porque existe uma incompatibilidade pessoal entre ela e a maternidade. Yang teve uma postura coerente com as ações da personagem ao longo dessas sete temporadas, onde ela nunca foi forçada a fazer aquilo que não gosta, mesmo que para isso tivesse que abrir mão de coisas importantes – que parecem perder toda essa “importância” quando é a individualidade dela está em jogo.

O fim do casamento com Owen (que acredito que tenha sido temporário) só evidencia mais a incapacidade de Yang de aceitar que na vida é preciso fazer concessões para agradas aos outros, ainda mais quando estamos em um relacionamento afetivo. Viver à dois é dividir, abrir mão e, consequentemente, se enfraquecer.

Achei bem interessante a história principal do episódio – a queda do avião – e a escolha de Kepner para o cargo de residente chefe. Com os concorrentes saindo por seus próprios erros do caminho, a novata e carismática April pode crescer na oitava temporada, algo que eu espero há tempos.

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Se o final da sexta temporada foi dramático e exagerado, o final da sétima foi um encerramento parcial de uma série de ciclos que pareciam prender os personagens às suas histórias. Meredith agora não tem mais o casamento perfeito (muito pelo contrário), Yang redescobriu que o mais importante pra ela parece ser manter a coerência de suas ações com seus sentimentos e vontades (mesmo que isso machuque os que estão a sua volta), Alex parece ter percebido que tem vocação para ser mau caráter (e não há caminho pra fugir disso) e Sloan teve a nítida sensação de que perdeu seu amor pra sempre, simplesmente porque o destino caminhou nesse sentido.

Nas cenas finais, ainda foi difícil engolir o choro em meio ao discurso de Mer sobre a dependência que a gente cria do quando ama. Sim, todos nós temos medo de amar simplesmente porque temos medo de nos tornarmos dependentes – e, mais que isso, temos medo que o outro se torne essencial demais na nossa vida. E se você moldar sua vida em torno dele e então... ele acaba?

O medo da maternidade, o medo da solidão e o medo de ficar só pra sempre parece pequeno perto do medo de amar. Perder um amor é como perder um órgão, é como morrer. A única diferença é que a morte termina e isso pode continuar pra sempre. Meredith vivem uma temporada praticamente inteira de um amor que parecia incondicional. E agora que ele está abalado, fica a dúvida para a oitava temporada: consegue ela viver sem Derek?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Refletindo com Meredith Grey

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Do season finale da sétima temporada de Grey’s Anatomy:

O único motivo pelo qual eu pensei que pudesse ser feliz sozinha, não foi porque eu pensei que seria mais feliz sozinha. Foi porque eu pensei que se eu amasse alguém e acabasse, talvez eu não conseguisse sobreviver.

É mais fácil ficar sozinho porque, e se você descobrir que você precisa de amor?

E depois você não tem... e se você gostar?

E se depender dele?

E se você moldar sua vida em torno dele e então... ele acaba?

Você consegue sobreviver a essa dor?

Perder um amor é como perder um órgão, é como morrer

A única diferença é que a morte termina e isso pode continuar pra sempre

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aquele para o qual todos apontam o dedo

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Sim, eu tive o azar de nascer em uma família tradicional. Meus pais sempre me prepararam para que eu fosse mais um dos membros robóticos dela. O sonho deles sempre foi me ver casado, com filhos, um emprego qualquer… ou seja, que eu perpetuasse os valores de uma vida infeliz, exatamente como boa parte dos meus parentes.

Mas, veja só, eu nasci diferente. Até meus, sei lá, 18 anos, ainda tentei ser mais um desse universo: ia à igreja todos os domingos, tinha uma namorada supostamente legal, questionava pouco minha vida, a mim mesmo, aos meus valores e aos meus desejos. Mas, de uma hora pra outra, tudo mudou. E aquilo que parecia pleno e contínuo, desmoronou em poucas experiências. E esse tal de Gustavo não aceitava mais viver para ser aceito. Ele queria viver pra ser feliz.

Só que a vida real é bem diferente daquelas histórias bonitas que as pessoas contam, que a gente vê na TV ou que os filmes hollywoodianos insistem em passar como valores absolutos. A vida real é cruel, dolorida, as pessoas são más e egoístas e, por mais que você tente fazer tudo certo, você sempre vai ser tratado como aquele que faz tudo errado.

E o pior: essa sensação está acontecendo na mais intensa de todas as relações familiares: a relação mãe/ filho. E eu não sei mais o que fazer, não sei como proceder, como agir. As coisas estão fora de controle a todo momento, minha saúde reclama, minhas forças estão diminuindo radicalmente.

Não suporto mais ser aquele para o qual todos apontam o dedo.

Uma pequena parte de mim, uma pequeníssima parte da minha essência, acaba valendo pelo todo. Não pode ser assim.

domingo, 15 de maio de 2011

Sobre tudo mais na vida

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Hoje eu estou com aquela clara sensação de que é sim possível viver tranquilamente, mesmo que o mundo pareça querer desabar sobre a sua cabeça. É preciso somente manter o coração aberto, um grande sorriso no rosto e as ideias no lugar. Mais que otimismo sem sentido, esse post é, por falta de algo mais palatável, uma própria rotina de experiência do que esse que vos escreve está tentando perpetuar.

Essa semana foi complicada. Domingo e quarta eu tive alguns desentendimentos por aí, a tristeza acabou acumulando e atingindo um ponto que eu pensei que fosse praticamente impossível sair bem dessa. Segurei os sentimentos,e tudo acabou se transformando em irritação. Resultado: foram longos e mal vividos dias.

Só que, misteriosamente, quinta eu acordei disposto a fazer todos esses pensamentos ruins perderem a importância. Sempre quando algo atormentador insistia em aparecer, rapidamente eu utilizava minha própria racionalidade (ou o que eu acredito ser ela) pra contorná-los e tentar me convencer de que as coisas são mais fruto da minha mente do que qualquer outra coisa.

E não é que deu certo? Superei todas essas coisas negativas nos últimos quatro dias e ainda consegui um montão de coisas legais.

Aquela história, que eu sempre considerei patética, de que os pensamentos podem reger nossa vida, pelo jeito não é tão esdrúxula assim. Bom saber.

domingo, 8 de maio de 2011

Sim, o copo está meio vazio

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Pensei em chamar esse post de “Reflexões de um pessimista”, mas resolvi pegar mais leve, quase que por compaixão de mim mesmo.

É impressionante, mas eu simplesmente não consigo lidar bem com minhas atitudes pessimistas-destrutivas. Pra mim o copo está sempre meio vazio. Sempre.

Diz minha analista que isso tudo é resultado de um certo medo que eu tenho de me senti feliz, quase uma auto-sabotagem que vai acontecer sempre quando as coisas vão bem. Não vou dizer que isso não faz sentido, mas acho que a coisa talvez seja um pouco mais complicada: eu me deixo influenciar demais pela minha imaginação.

Não entendo psicanálise o suficiente pra entender de que forma esse processo acontece (ou se é possível, sei lá, tô confuso), mas o fato é que eu imagino as coisas com tamanho fervor que na minha cabeça elas se tornam verdades absolutas – ou potencialidades bem próximas de acontecer.

Mesmo consciente disso, acho que eu preciso, pelo menos nesse momento, tentar consertar aquilo que me machuca – ou pelo menos atenuar sofrimentos futuros.