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terça-feira, 22 de novembro de 2011

E Roberta Sá vem chegando de mansinho

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imageRoberta Sá, como você me surpreende! É impressionante como a cada novo trabalho essa doce menina se reinventa de uma maneira que consegue surpreender todo mundo. Depois de uma elogiadíssima parceria com o Trio Madeira, que rendeu CD "Quando o Canto É Reza", a cantora se prepara para o lançamento do seu novo trabalho.

Pavilhão de Espelhos é a primeira música divulgada do novo CD que a cantora potiguar lança em janeiro sob o selo Natura Musical. Apesar do trabalho ainda ser um completo mistério, a nova música já tem clipe que pode ser conferido no vídeo abaixo:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Notas de uma tarde sem estresse

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Hoje tentei uma coisa diferente. Sabe aquele estresse resultante de prazos apertados, confusões inesperadas de última hora e trabalho sob pressão típico de dias de fechamento? Então, hoje eu acordei pra viver um dia desses.

Mas, quase na hora de sair, tive uma ideia boba. Peguei o fone, celular e fui pro trabalho ouvindo música. Passei o dia todo com o fone pendurado, ouvindo Marcelo Jeneci com o ouvido direito e deixando o esquerdo livre pra ouvir o toque do telefone, que não parou o dia todo.

Sabe o que aconteceu? O dia foi leve. Senti como se os problemas tivessem sublimado no ritmo de Felicidade ou então de Dar-Te-Ei. Senti como se a cada nota, a cada acorde, a música invadisse minha corrente sanguínea e me livrasse de qualquer estresse.

Acho que a gente tem que ouvir mais música e reclamar menos.

Acho que a gente tem que ouvir mais Marcelo Jeneci e reclamar menos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“E o Gonzaga da sanfona vira o rei do meu Sertão”

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UnidosdaTijuca2012Em 2012, a Unidos da Tijuca homenageia Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião em seu enredo “O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão”. Depois de desfiles recheados de estrangeirismos, a escola aposta em um tema tradicional e tipicamente brasileiro. Será um grande desafio para o carnavalesco Paulo Barros, conhecido por sua estética pós-moderna e vanguardista.

Mas, deixemos o desfile em si para fevereiro. Agora é a época em que a escola realiza a disputas para a escolha do seu samba enredo – o processo todo começa com a apresentação dos sambas, nesse sábado (20).

Como não poderia deixar de ser, já tenho o meu favorito: nenhum deles é tão bom quanto a obra abaixo, de autoria de Sérgio Alan, Zezinho Professor, Robertinho do Verdun e Fernando Moreira, figurinhas carimbadas da ala de compositores da escola e que esse ano entregaram uma obra tocante, emocionante e, não tem como não dizer, extremamente inspirada.

De maneira muito poética e fugindo dos chavões costumeiros dos enredos nordestinos, o que se vê é uma obra madura e ao mesmo tempo complexa – motivada principalmente pela melodia valente e tocante dos dois refrões.  Vale a pena “perder” uns minutinhos e perceber no samba todos os momentos incríveis da jornada do Lua, que enfrentou a seca e venceu no Rio de Janeiro, onde foi coroado “Rei do Baião”.

Expressão de um povo, como bem diz o samba, pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção… e o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão!

 

Aperte o fole a festa vai começar
Tijuca vem coroar o Rei Luiz
A realeza é convidada a viajar
Sua vida é andar por esse país
Vem ver a banca no mercado popular
Quem quer? De tudo tem aqui para comprar
Seca é a saga nordestina
Sertanejo é um forte nessa vida severina
No lombo do burro, segue seu destino
O barro vira arte pelas mãos de Vitalino.

Na fé do romeiro seguir
A “meu Padim Ciço” pedir
Saúde paz e proteção
Meu canto é oração


Nas águas do velho Chico rumando pro sul
Carranca no barco balança, “em riba”, um céu azul
A chuva não vem, resseca o chão
A terra arde igual fogueira de São João
Canta, dança...folclore do nordeste
E bate uma saudade “da peste”
No rádio e na televisão, chapéu de couro e gibão
Pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção
E o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão

Na “Pura Cadência” batendo zabumba
Arrasta a sandália, levanta a poeira do chão
“Lua” é o rei no centenário
Hoje o samba vai virar baião

sábado, 4 de junho de 2011

Every Teardrop is a Waterfall: O renascimento do Coldplay?

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Coldplay - Every Teardrop Is a Waterfall (RadioRip)Todo mundo sabe que eu sou um grande fã do Coldplay, isso desde o começo dos anos 2000, quando a obra de Chris Martin era uma daquelas unanimidades no mundo da música. De lá pra cá, muita coisa mudou: os dois últimos álbuns foram recebidos com olhares enviesados e bocas ligeiramente tortas de desaprovação. Mesmo assim, eu continuei firme e forte. Parece que eu estava adivinhando.

Nessa sexta-feira (03/06), saiu o novo single da banda, Every Teardrop is a Waterfall, canção que ninguém sabe ao certo se estará no novo álbum que sai, se tudo der certo, ainda em 2011.

Após ouvir algumas vezes, dá pra perceber e afirmar com um quê de desconfiança: eles evoluíram muito desde o Viva la Vida. Apesar de ainda ter uma pegada intimista, a nova música é muito menos depressiva e muito mais reflexiva do que as presentes no último trabalho – que eram melancólicas em demasia. A letra fala de individualidade, de otimismo e, principalmente, de sentimento. Há uma metalinguagem interessante (I feel my heart start beating to my favourite song), mas isso parece ser só pretexto pra jogar nosso ânimo lá pra cima.

Há um tom de crítica nas entrelinhas, com algumas momentos geniais, como nos versos Don't want to see another generation drop/ I'd rather be a comma than a full stop que trazem um dos melhores momentos da banda em anos. O ritmo é bom, a melodia é contagiante, o refrão é grudento, a letra é inspirada. E o melhor de tudo: é Coldplay sem perder a essência!

Duvida? Ouça o single abaixo:

domingo, 24 de abril de 2011

Me & Tired Pony

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Tired-Pony-The-Place-We-Ran-From-Front-Cover-45717Sim, eu tinha ouvido falar do projeto paralelo do Gary Lightbody (do Snow Patrol) ano passado. Mas na correria do TCC, estágio e faculdade, que consumiam todo o meu tempo, acabei adiando o máximo que pude a escuta do resultado final dessa empreitada. Só agora, tempos depois, eis que paro um pouco pra ouvir - e me culpo cada segundo por não ter feito isso antes.

O projeto Tired Pony surgiu de uma necessidade que o Gary sempre confessou: trabalhar com uma pegada mais country. Ele sempre disse admirar a sonoridade, a impulsividade e o jeito intimista da música interiorana americana. Foi pra lá (mais precisamente para Portland) que ele viajou com um time de peso (Richard Colburn, Iain Archer, Jacknife Lee, Peter Buck, Scott McCaughey e Troy Stewart) para gravar The Place We Ran From, o primeiro e único álbum lançado até agora.

E cara, o resultado final é formidável. As canções possuem a mesma característica que já eram tão próprias do Snow Patrol antes – carga dramática, um apreço muito grande pela melodia e a experimentação de novos instrumentos e um caráter basicamente intimista. Essa pegada country nem é muito perceptível em todas as faixas, dando ao álbum uma sensação de familiaridade, principalmente para quem já curtia o Snow Patrol de outros tempos.

Em meio a empolgação desmedida, destaco duas faixas: The Deepest Ocean There Is e Held in the Arms of Your Words. A primeira é uma bela canção sobre o medo meio fantasmagórico que nos assola em meio a uma perda. A segunda se refere ao caráter praticamente mágico que o conforto dos braços de quem se ama pode trazer.

Ouvir um trabalho tão emocional acaba causando umas sensações meio perturbadoras, inesperadas.  É bem difícil conseguir se manter imune até o final, algumas lágrimas são inevitáveis. Da metade pro fim já me peguei olhando o céu pela janela nessa noite fria e imaginando alguém lá do outro lado. Que se eu bem sei, está de braços abertos.

You're effortless, you know you are
And all I want to do
is let you lead me off into the dusk
Our shadows kiss before we do
and right here in the dark
I revel in the calm before the storm