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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Notas de uma tarde sem estresse

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Hoje tentei uma coisa diferente. Sabe aquele estresse resultante de prazos apertados, confusões inesperadas de última hora e trabalho sob pressão típico de dias de fechamento? Então, hoje eu acordei pra viver um dia desses.

Mas, quase na hora de sair, tive uma ideia boba. Peguei o fone, celular e fui pro trabalho ouvindo música. Passei o dia todo com o fone pendurado, ouvindo Marcelo Jeneci com o ouvido direito e deixando o esquerdo livre pra ouvir o toque do telefone, que não parou o dia todo.

Sabe o que aconteceu? O dia foi leve. Senti como se os problemas tivessem sublimado no ritmo de Felicidade ou então de Dar-Te-Ei. Senti como se a cada nota, a cada acorde, a música invadisse minha corrente sanguínea e me livrasse de qualquer estresse.

Acho que a gente tem que ouvir mais música e reclamar menos.

Acho que a gente tem que ouvir mais Marcelo Jeneci e reclamar menos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Não há alternativa*

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Hoje eu voltei pra casa me questionando com uma ênfase que não costumo fazer. Na minha cabeça, martelava: por que é que a gente sempre acha que não vai dar certo?

Pensei nisso depois que conversava com uma amiga sobre o levante popular em Londres, onde ambos concordamos ser sintoma de algo muito maior. Fico só esperando o dia que vai acontecer algo aqui no Brasil, ela me disse. E eu fiquei aqui pensando: nos faltam motivos?

Não, SOBRAM motivos. Mas parece pairar no ar uma certeza paralisante de que nunca vai ser possível sair de onde se está. Nunca vai ser possível olhar ao longe e conquistar novos caminhos, permeados pela igualdade e pela justiça social.

Particularmente, me sinto como se estivesse anestesiado. Parece ser uma mistura de comodismo, desesperança, falta de vontade… e infelizmente uma mágica certeza de que não há alternativa.

É, não há.

*A frase foi inspirada naquela proferida tantas vezes por Margareth Thatcher ao se referir ao neoliberalismo.

domingo, 5 de junho de 2011

Será que sorte virá num realejo?*

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Estou naqueles dias onde você espera que algo aconteça, algo que possam mudar a direção das coisas e te fazer mais feliz. Eu não tô exatamente infeliz, não é isso. Eu só acho que preciso viver de forma mais plena. Preciso respirar novos ares, enfrentar novos desafios, criar novos projetos.

Mas ao mesmo tempo, eu quero é que as coisas aconteçam de uma forma meio automática e que eu não precise muito buscá-las. Não ando com muito ânimo pra isso.

*Sim, a inspiração foi a música do Teatro Mágico

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Live a Bit

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46156_151912291487521_100000062542615_462670_2685372_nGustavo Assumpção, prazer.

Eu nunca soube muito bem a maneira certa de falar sobre mim. As vezes tenho medo de ser egocêntrico e longe da realidade, as vezes tenho medo de ser o falso modesto. É difícil fugir desses dois grandes grupos onde eu costumo separar as pessoas. Mas eu vou tentar assim mesmo.

Tenho 22 anos, sou jornalista, gamer, sonhador e reflexivo. Sempre me vejo como aquele que não gosta de deixar a cabeça desocupada e por isso a ocupa com tudo o que pode, com o que deve e com o que não deve. Com o que sente e com o que não deveria sentir.

Se pudesse escolher alguma coisa, gostaria de ser mais racional, de ter um pouco mais de paciência, de perceber mais cada momento. No fundo, é apenas alguém cheio de preocupações, culpas, dramas e aflições, nada muito diferente de todas as pessoas. Talvez a diferença esteja em olhar diretamente nos olhos das pessoas e deixar claro que não é um super-herói. Esse tal de Gustavo nunca teve vocação pra super-herói...

Dizem que sinto uma necessidade imensa de colocar tudo o que sinto no papel. E sempre foi assim, desde quanto eu nada sabia da vida e minha maior preocupação era simplesmente chegar em casa e salvar mais uma princesa naquele castelo de oito bits. Talvez por isso tenha me tornado jornalista. Um jornalista exageradamente preocupado e inquietado - e olha que isso não se resume as necessidades e objeções da profissão não. Me percebo inquieto com a vida. 

Inquietude que exala frustrações nesse percalço difícil e complicado que é essa tal de vida. Mas se tem algo que eu faço, é seguir andando calmamente na direção que o futuro me reserva, com um sorriso estampado no rosto, passos largos e firmes, grandes sonhos na cabeça e o coração tranquilo de quem sempre foi honesto e nunca deixou de ser ou se mostrou ser quem não é.

Vivendo um pouco de cada vez. Live a bit.