Pensei em chamar esse post de “Reflexões de um pessimista”, mas resolvi pegar mais leve, quase que por compaixão de mim mesmo.
É impressionante, mas eu simplesmente não consigo lidar bem com minhas atitudes pessimistas-destrutivas. Pra mim o copo está sempre meio vazio. Sempre.
Diz minha analista que isso tudo é resultado de um certo medo que eu tenho de me senti feliz, quase uma auto-sabotagem que vai acontecer sempre quando as coisas vão bem. Não vou dizer que isso não faz sentido, mas acho que a coisa talvez seja um pouco mais complicada: eu me deixo influenciar demais pela minha imaginação.
Não entendo psicanálise o suficiente pra entender de que forma esse processo acontece (ou se é possível, sei lá, tô confuso), mas o fato é que eu imagino as coisas com tamanho fervor que na minha cabeça elas se tornam verdades absolutas – ou potencialidades bem próximas de acontecer.
Mesmo consciente disso, acho que eu preciso, pelo menos nesse momento, tentar consertar aquilo que me machuca – ou pelo menos atenuar sofrimentos futuros.
É melhor meio do que completamente vazio, vai por mim, srsrsrs
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