sábado, 10 de setembro de 2011

Simples assim

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Às vezes, nessa vida, a gente só precisa sair por aí pra andar, parar num lugar qualquer, tomar um sorvete, confessar angústias, apertar a mão bem forte. E aí ver que a tarde valeu tanto a pena que você queria acordar no mesmo dia pra sempre, só pra ter oportunidade de viver todas essas pequenas bobagens mais uma vez.

E o melhor é ter a certeza que ainda temos tanto tempo pra viver tudo isso…

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Notas de uma tarde sem estresse

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Hoje tentei uma coisa diferente. Sabe aquele estresse resultante de prazos apertados, confusões inesperadas de última hora e trabalho sob pressão típico de dias de fechamento? Então, hoje eu acordei pra viver um dia desses.

Mas, quase na hora de sair, tive uma ideia boba. Peguei o fone, celular e fui pro trabalho ouvindo música. Passei o dia todo com o fone pendurado, ouvindo Marcelo Jeneci com o ouvido direito e deixando o esquerdo livre pra ouvir o toque do telefone, que não parou o dia todo.

Sabe o que aconteceu? O dia foi leve. Senti como se os problemas tivessem sublimado no ritmo de Felicidade ou então de Dar-Te-Ei. Senti como se a cada nota, a cada acorde, a música invadisse minha corrente sanguínea e me livrasse de qualquer estresse.

Acho que a gente tem que ouvir mais música e reclamar menos.

Acho que a gente tem que ouvir mais Marcelo Jeneci e reclamar menos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Não há alternativa*

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Hoje eu voltei pra casa me questionando com uma ênfase que não costumo fazer. Na minha cabeça, martelava: por que é que a gente sempre acha que não vai dar certo?

Pensei nisso depois que conversava com uma amiga sobre o levante popular em Londres, onde ambos concordamos ser sintoma de algo muito maior. Fico só esperando o dia que vai acontecer algo aqui no Brasil, ela me disse. E eu fiquei aqui pensando: nos faltam motivos?

Não, SOBRAM motivos. Mas parece pairar no ar uma certeza paralisante de que nunca vai ser possível sair de onde se está. Nunca vai ser possível olhar ao longe e conquistar novos caminhos, permeados pela igualdade e pela justiça social.

Particularmente, me sinto como se estivesse anestesiado. Parece ser uma mistura de comodismo, desesperança, falta de vontade… e infelizmente uma mágica certeza de que não há alternativa.

É, não há.

*A frase foi inspirada naquela proferida tantas vezes por Margareth Thatcher ao se referir ao neoliberalismo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“E o Gonzaga da sanfona vira o rei do meu Sertão”

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UnidosdaTijuca2012Em 2012, a Unidos da Tijuca homenageia Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião em seu enredo “O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão”. Depois de desfiles recheados de estrangeirismos, a escola aposta em um tema tradicional e tipicamente brasileiro. Será um grande desafio para o carnavalesco Paulo Barros, conhecido por sua estética pós-moderna e vanguardista.

Mas, deixemos o desfile em si para fevereiro. Agora é a época em que a escola realiza a disputas para a escolha do seu samba enredo – o processo todo começa com a apresentação dos sambas, nesse sábado (20).

Como não poderia deixar de ser, já tenho o meu favorito: nenhum deles é tão bom quanto a obra abaixo, de autoria de Sérgio Alan, Zezinho Professor, Robertinho do Verdun e Fernando Moreira, figurinhas carimbadas da ala de compositores da escola e que esse ano entregaram uma obra tocante, emocionante e, não tem como não dizer, extremamente inspirada.

De maneira muito poética e fugindo dos chavões costumeiros dos enredos nordestinos, o que se vê é uma obra madura e ao mesmo tempo complexa – motivada principalmente pela melodia valente e tocante dos dois refrões.  Vale a pena “perder” uns minutinhos e perceber no samba todos os momentos incríveis da jornada do Lua, que enfrentou a seca e venceu no Rio de Janeiro, onde foi coroado “Rei do Baião”.

Expressão de um povo, como bem diz o samba, pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção… e o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão!

 

Aperte o fole a festa vai começar
Tijuca vem coroar o Rei Luiz
A realeza é convidada a viajar
Sua vida é andar por esse país
Vem ver a banca no mercado popular
Quem quer? De tudo tem aqui para comprar
Seca é a saga nordestina
Sertanejo é um forte nessa vida severina
No lombo do burro, segue seu destino
O barro vira arte pelas mãos de Vitalino.

Na fé do romeiro seguir
A “meu Padim Ciço” pedir
Saúde paz e proteção
Meu canto é oração


Nas águas do velho Chico rumando pro sul
Carranca no barco balança, “em riba”, um céu azul
A chuva não vem, resseca o chão
A terra arde igual fogueira de São João
Canta, dança...folclore do nordeste
E bate uma saudade “da peste”
No rádio e na televisão, chapéu de couro e gibão
Pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção
E o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão

Na “Pura Cadência” batendo zabumba
Arrasta a sandália, levanta a poeira do chão
“Lua” é o rei no centenário
Hoje o samba vai virar baião

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A terrível sensação de incompreensão

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As vezes eu fico pensando que não há mais nenhum caminho pra seguir na minha vida. É sério, eu me sinto tão sugado, tão destruído e ridicularizado que eu realmente penso que o único caminho que me resta é o fim. Não tem sensação pior do que se sentir incompreendido, ainda mais quando isso envolve um momento importante e delicado da sua vida, onde o que você menos precisa é que as pessoas apontem o dedo pra sua cara.

Eu sei, não dá pra exigir que as pessoas tenham as ações que você imagina ou que você pensa serem corretas. Mas sei lá, pelo menos da sua mãe e dos seus irmãos, você minimamente espera que venham palavras/ações/situações que consigam te fazer enfrentar os momentos com maior tranquilidade. Eu sempre fui meio carentão, daqueles que as vezes tá tão triste que só precisa de um abraço... Talvez seja assim exatamente porque realmente nunca tive isso. Acho que também poucas vezes precisei tanto como agora. O peso do mundo, das minhas ações, das minhas escolhas é tão grande que eu realmente tô precisando de apoio, de carinho... tá complicado viver sozinho por aqui.

Tá complicado se sentir apedrejado por quem você menos esperou, sabe? É já se passou tanto tempo, eu realmente imaginei que as coisas caminhariam para um fim menos trágico. Preconceito é uma coisa que dói, mas dói em dobro quando vem de quem deveria ser o escudo pra te proteger do mundo. Essa é a ordem natural das coisas. É assim que eu esperava que um dia poderia ser. E é isso que eu preciso me acostumar: tô sozinho nessa.

Eu queria ter escrito tudo isso com meia dúzia de palavras bonitas, mas não dá mais, até meu vocabulário perdeu o encanto de antes. Tô no meu limite.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quando é?

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Quando é que vou poder te dar um abraço forte sempre que você chegar do trabalho?

Quando é que vou poder fazer seu prato favorito todo dia ou te surpreender com um gordice qualquer sem glutén que atravessei a cidade pra comprar?

Quando é que vou poder organizar as contas do mês contigo, dividir despesas e se desesperar quando o dinheiro parecer pouco para tantos compromissos?

Quando é que vou querer cuidar de você naquela gripe mais pesada, fazer um chazinho milagroso e fazer cafuné até você pegar no sono?

Quando é que vou poder te dar um beijo de boa noite e acordar todo dia ao seu lado?

Quando é?

Eu não aguento mais esperar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Epifania

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Ó Céus!

Será a razão algo tão inatingível?

Quero a consciência plena, longe das emoções mundanas que me atormentam nessa noite.

Vou cair na cama e que o sono venha logo.