segunda-feira, 25 de junho de 2012
Be brave!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Sobre escolhas e atitudes erradas
terça-feira, 22 de novembro de 2011
E Roberta Sá vem chegando de mansinho
Roberta Sá, como você me surpreende! É impressionante como a cada novo trabalho essa doce menina se reinventa de uma maneira que consegue surpreender todo mundo. Depois de uma elogiadíssima parceria com o Trio Madeira, que rendeu CD "Quando o Canto É Reza", a cantora se prepara para o lançamento do seu novo trabalho.
Pavilhão de Espelhos é a primeira música divulgada do novo CD que a cantora potiguar lança em janeiro sob o selo Natura Musical. Apesar do trabalho ainda ser um completo mistério, a nova música já tem clipe que pode ser conferido no vídeo abaixo:
sábado, 12 de novembro de 2011
Uma tarde com Jeneci
Sábado passado (05/11), tive uma daquelas oportunidades que o acaso coloca na vida da gente sem muitos motivos aparentes. Estava em Curitiba por um motivo qualquer e descobri que Marcelo Jeneci seria um dos convidados para a Corrente Cultural (uma espécie de Virada Cultural curitibana). Depois de tanto ouvir o Feito para acabar (primeiro álbum do Jeneci, lançado ano passado), tive que dar uma passadinha lá e conferir qual era a do show.
O sol ainda iluminava a praça em frente ao Paço da Liberdade quando Jeneci começou a entoar os primeiros versos. O público tímido, rapidamente foi se juntando próximo ao palco. Minutos depois já era possível ver os primeiros pezinhos se mexendo, as primeiras palminhas acompanhando os acordes das músicas e os elogios ao talento de Jeneci ecoavam entre uma música e outra.
É impressionante como o paulista (com sangue pernambucano fervendo na veia, diga-se de passagem) consegue transformar o ambiente com suas músicas – que vão desde as canções de amor melosas até as composições intimistas executadas solitariamente na companhia de seu piano. E ele deu show: além do piano, tocou acordeão e guitarra. Acompanhado de sua parceira Laura Lavieri, cuja voz doce e melódica encaixa perfeitamente com o estilo mais rústico da voz de Jeneci, jogou um turbilhão de emoções diferentes para a plateia, que acompanhava com um sorriso no rosto.
E assim o público cantou . Vibrou com Show de Estrelas, se encantou com a emotividade de Feito para acabar e se emocionou com Por que nós?, talvez uma das melhores canções dos últimos anos. Mas me arrisco a dizer que foi quando os primeiros versos de Borboleta começaram a ser ouvidos que o público se rendeu e acompanhou com entusiasmo. Um dos momentos mais legais que já vi em um show nessa minha curta vida. Foi difícil não se soltar, cantar. Lágrimas escorrendo pelo rosto foram inevitáveis.
“Música é que nem borboleta
Ela voa pra onde quer
Ela pousa em quem quiser
Não é homem e nem mulher
Música que sai da gaveta
Se traveste na voz de alguém
Quando entra dentro da cabeça
Não é sua nem de ninguém”
Me arrisco a dizer que nem toda música é que nem borboleta. Mas a sua Jeneci, ah, a sua é borboleta sim. E daquelas multicor que encantam a gente só de ver voando ao longe.
sábado, 29 de outubro de 2011
Sobre sentimentos e narizes torcidos
As vezes eu sinto que algumas (talvez muitas) pessoas torçam o nariz vez ou outra quando sou, digamos assim, um pouco mais transparente do que deveria. Sempre carreguei comigo essa marca: nunca consegui deixar de dizer por aí aquilo que sinto ou o que percebo sobre a vida alheia. Não vejo isso como algo exagerado ou prejudicial, vejo como uma característica muito arraigada à minha personalidade.
Sei lá, as vezes até parece que sensibilidade virou defeito e que estar imune a tudo o que acontece ao redor é a fórmula perfeita para ser bem aceito. Não se importar parece pré requisito para popularidade, boas relações e relevância. Sentimentalizar qualquer esfera da vida cotidiana parece merecer meia dúzia de narizes torcidos ou alguns segundos de vaias incessantes.
As vezes eu queria entender porque é fraco quem chora, porque é ridículo quem diz que ama, porque é bobo quem confessa que alguém é importante pra sua vida. Por que será que é difícil entender que quando se amplia o espectro das relações, mais e mais vem junto? Vem mais carinho, mais compreensão, mais zelo. Vem junto também um bocado de respeito e uma grande quantidade de admiração.
Eu admiro quem sabe aquilo que sente (ou que nem sabe tanto assim, mas pelo menos arrisca dizer que sabe).
Também admiro aquele que só diz o que sente quando acumula coragem suficiente pra romper a barreira da vaidade e confessar, entre um abraço e outro, que você faz um bem danado.
Nada de borboletas no estômago ou de corações acelerados depois de grandes juras de amor. O mais legal é quando você ouve, assim sem querer, que você é importante e que ainda dá pra fazer um monte de coisas juntos.
Um monte de coisas embebidas em sentimentos que podem até ser bobos para alguns, mas pra mim são uma das coisas mais importantes dessa vida.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Charlie Brown, dia das crianças e a estética da melancolia
Lucy: Olhe de outra maneira, Charlie Brown, nós aprendemos muito mais das falhas do que das vitórias.
Charlie Brown: Isto me faz a pessoa mais esperta do mundo.
Amanhã é dia das crianças. É engraçado pensar que, sei lá, dez anos atrás, eu só queria que o dia 11 passasse bem rápido pra poder saber qual seria o meu presente no dia seguinte. Hoje, olhando lá pra metade dos anos 90, é impossível não sentir aquela horrível sensação de saudosismo que chega a apertar a garganta. Tudo parece tão mais fácil quando se ainda é criança, ainda mais depois que você cresce. Quando se é pequeno, o mundo parece muito menos complexo, a vida parece menos exigente e as obrigações são menos sufocantes. A gente vive muito mais e se preocupa muito menos.
Junto com esse punhado de lembranças, veio também uma memória extremamente nítida. Dessa eu lembro bem: outubro de 1996, quando eu tinha apenas sete anos. Uma tia minha, daquelas que só aparecia em datas comemorativas, me presentou com um VHS que tinha dois ou três episódios de Snoopy, aquela adaptação dos quadrinhos do Schulz para o mundo da animação. Cara, eu devo ter visto aquilo umas cinquenta, cem vezes.
Não consigo lembrar muito bem o que me cativou, mas acho que foi a estética simples, o traço característico, a sobriedade e, não tem como não citar, a melancolia. É bem possível que na época eu não tenha percebido por quais motivos eu gostava tanto de Charlie Brown, até porque quando se é criança não há necessidade alguma de encontrar motivos para os nossos gostos. Isso é coisa de adulto.
Depois dessas lembranças – Gustavo, sentado no sofá vermelho da sala de casa (aquele que tinha uma manta xadrez jogado por cima pra esconder os rabiscos de canetinha que eu tinha feito num dia qualquer) com os olhos fixos na TV, um copo de leite com bastante Nescau entre as mãos. Só levantava de lá pra rebobinar a fita e ver tudo de novo. E de novo. E de novo. Charlie Brown me fascinava, me inspirava, me encantava. Eu era Charlie Brown.
Hoje, vejo que essa identificação dizia muito de quem eu era: um garoto melancólico, triste, fracassado. Pode ser que eu não tenha sido nada disso, mas é mais ou menos assim que eu me sentia. Afinal, a gente é o que outros dizem que somou ou o que a gente sente que é?
Me peguei preso a uma questão torturante: será que Charlie Brown me deixou melancólico ou eu é que gostei tanto assim do desenho por já ser melancólico? Talvez eu nunca vá saber.
O que eu sei hoje é que eu queria poder comemorar o dia das crianças de novo.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O negro lá na África era um Rei
Sobre aquele relativismo histórico que tanto aflige quem tem o mínimo de bom senso? Pois então, deixo esse samba da Tradição, uma composição fantástica de João Nogueira. “O negro lá na África era um Rei”, como bem diz essa pequena obra-prima, mostra que muitas vezes os donos da hegemonia mudam a ótica da história pra fazer valer a voz da força contra a voz da razão.
Um dia chegou o branco invasor
De armas nas mãos, brutais e cruéis
Sangue pelo chão, correntes nos pés
Vinham das galés, lamentos de dor
Mas da escravidão surgiu Zumbi que foi o rei libertador
O tempo passou
E a raça no Brasil tem uma nova cor
O samba vingou
E o negro no Brasil tornou-se o Rei Nagô
sábado, 10 de setembro de 2011
Simples assim
Às vezes, nessa vida, a gente só precisa sair por aí pra andar, parar num lugar qualquer, tomar um sorvete, confessar angústias, apertar a mão bem forte. E aí ver que a tarde valeu tanto a pena que você queria acordar no mesmo dia pra sempre, só pra ter oportunidade de viver todas essas pequenas bobagens mais uma vez.
E o melhor é ter a certeza que ainda temos tanto tempo pra viver tudo isso…
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Notas de uma tarde sem estresse
Hoje tentei uma coisa diferente. Sabe aquele estresse resultante de prazos apertados, confusões inesperadas de última hora e trabalho sob pressão típico de dias de fechamento? Então, hoje eu acordei pra viver um dia desses.
Mas, quase na hora de sair, tive uma ideia boba. Peguei o fone, celular e fui pro trabalho ouvindo música. Passei o dia todo com o fone pendurado, ouvindo Marcelo Jeneci com o ouvido direito e deixando o esquerdo livre pra ouvir o toque do telefone, que não parou o dia todo.
Sabe o que aconteceu? O dia foi leve. Senti como se os problemas tivessem sublimado no ritmo de Felicidade ou então de Dar-Te-Ei. Senti como se a cada nota, a cada acorde, a música invadisse minha corrente sanguínea e me livrasse de qualquer estresse.
Acho que a gente tem que ouvir mais música e reclamar menos.
Acho que a gente tem que ouvir mais Marcelo Jeneci e reclamar menos.
sábado, 20 de agosto de 2011
Não há alternativa*
Hoje eu voltei pra casa me questionando com uma ênfase que não costumo fazer. Na minha cabeça, martelava: por que é que a gente sempre acha que não vai dar certo?
Pensei nisso depois que conversava com uma amiga sobre o levante popular em Londres, onde ambos concordamos ser sintoma de algo muito maior. Fico só esperando o dia que vai acontecer algo aqui no Brasil, ela me disse. E eu fiquei aqui pensando: nos faltam motivos?
Não, SOBRAM motivos. Mas parece pairar no ar uma certeza paralisante de que nunca vai ser possível sair de onde se está. Nunca vai ser possível olhar ao longe e conquistar novos caminhos, permeados pela igualdade e pela justiça social.
Particularmente, me sinto como se estivesse anestesiado. Parece ser uma mistura de comodismo, desesperança, falta de vontade… e infelizmente uma mágica certeza de que não há alternativa.
É, não há.
*A frase foi inspirada naquela proferida tantas vezes por Margareth Thatcher ao se referir ao neoliberalismo.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
“E o Gonzaga da sanfona vira o rei do meu Sertão”
Em 2012, a Unidos da Tijuca homenageia Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião em seu enredo “O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão”. Depois de desfiles recheados de estrangeirismos, a escola aposta em um tema tradicional e tipicamente brasileiro. Será um grande desafio para o carnavalesco Paulo Barros, conhecido por sua estética pós-moderna e vanguardista.
Mas, deixemos o desfile em si para fevereiro. Agora é a época em que a escola realiza a disputas para a escolha do seu samba enredo – o processo todo começa com a apresentação dos sambas, nesse sábado (20).
Como não poderia deixar de ser, já tenho o meu favorito: nenhum deles é tão bom quanto a obra abaixo, de autoria de Sérgio Alan, Zezinho Professor, Robertinho do Verdun e Fernando Moreira, figurinhas carimbadas da ala de compositores da escola e que esse ano entregaram uma obra tocante, emocionante e, não tem como não dizer, extremamente inspirada.
De maneira muito poética e fugindo dos chavões costumeiros dos enredos nordestinos, o que se vê é uma obra madura e ao mesmo tempo complexa – motivada principalmente pela melodia valente e tocante dos dois refrões. Vale a pena “perder” uns minutinhos e perceber no samba todos os momentos incríveis da jornada do Lua, que enfrentou a seca e venceu no Rio de Janeiro, onde foi coroado “Rei do Baião”.
Expressão de um povo, como bem diz o samba, pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção… e o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão!
Aperte o fole a festa vai começar
Tijuca vem coroar o Rei Luiz
A realeza é convidada a viajar
Sua vida é andar por esse país
Vem ver a banca no mercado popular
Quem quer? De tudo tem aqui para comprar
Seca é a saga nordestina
Sertanejo é um forte nessa vida severina
No lombo do burro, segue seu destino
O barro vira arte pelas mãos de Vitalino.
Na fé do romeiro seguir
A “meu Padim Ciço” pedir
Saúde paz e proteção
Meu canto é oração
Nas águas do velho Chico rumando pro sul
Carranca no barco balança, “em riba”, um céu azul
A chuva não vem, resseca o chão
A terra arde igual fogueira de São João
Canta, dança...folclore do nordeste
E bate uma saudade “da peste”
No rádio e na televisão, chapéu de couro e gibão
Pelo Brasil, todo mundo escuta sua canção
E o Gonzaga da sanfona vira o Rei do meu Sertão
Na “Pura Cadência” batendo zabumba
Arrasta a sandália, levanta a poeira do chão
“Lua” é o rei no centenário
Hoje o samba vai virar baião
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
A terrível sensação de incompreensão
As vezes eu fico pensando que não há mais nenhum caminho pra seguir na minha vida. É sério, eu me sinto tão sugado, tão destruído e ridicularizado que eu realmente penso que o único caminho que me resta é o fim. Não tem sensação pior do que se sentir incompreendido, ainda mais quando isso envolve um momento importante e delicado da sua vida, onde o que você menos precisa é que as pessoas apontem o dedo pra sua cara.
Eu sei, não dá pra exigir que as pessoas tenham as ações que você imagina ou que você pensa serem corretas. Mas sei lá, pelo menos da sua mãe e dos seus irmãos, você minimamente espera que venham palavras/ações/situações que consigam te fazer enfrentar os momentos com maior tranquilidade. Eu sempre fui meio carentão, daqueles que as vezes tá tão triste que só precisa de um abraço... Talvez seja assim exatamente porque realmente nunca tive isso. Acho que também poucas vezes precisei tanto como agora. O peso do mundo, das minhas ações, das minhas escolhas é tão grande que eu realmente tô precisando de apoio, de carinho... tá complicado viver sozinho por aqui.
Tá complicado se sentir apedrejado por quem você menos esperou, sabe? É já se passou tanto tempo, eu realmente imaginei que as coisas caminhariam para um fim menos trágico. Preconceito é uma coisa que dói, mas dói em dobro quando vem de quem deveria ser o escudo pra te proteger do mundo. Essa é a ordem natural das coisas. É assim que eu esperava que um dia poderia ser. E é isso que eu preciso me acostumar: tô sozinho nessa.
Eu queria ter escrito tudo isso com meia dúzia de palavras bonitas, mas não dá mais, até meu vocabulário perdeu o encanto de antes. Tô no meu limite.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Quando é?
Quando é que vou poder te dar um abraço forte sempre que você chegar do trabalho?
Quando é que vou poder fazer seu prato favorito todo dia ou te surpreender com um gordice qualquer sem glutén que atravessei a cidade pra comprar?
Quando é que vou poder organizar as contas do mês contigo, dividir despesas e se desesperar quando o dinheiro parecer pouco para tantos compromissos?
Quando é que vou querer cuidar de você naquela gripe mais pesada, fazer um chazinho milagroso e fazer cafuné até você pegar no sono?
Quando é que vou poder te dar um beijo de boa noite e acordar todo dia ao seu lado?
Quando é?
Eu não aguento mais esperar.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Epifania
Ó Céus!
Será a razão algo tão inatingível?
Quero a consciência plena, longe das emoções mundanas que me atormentam nessa noite.
Vou cair na cama e que o sono venha logo.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sobre sonhar e escrever
Essa noite tive um sonho daqueles que me deixaram meio confuso. Sonhei, depois de anos, com minha vó Francisca, falecida em 1996, quando eu tinha míseros sete anos de idade. No sonho, ela, com aquele jeito calmo e faceiro que eu guardo na memória, me disse algumas palavras:
"Você tem que escrever sobre a inconstância do universo, meu filho. E tem que falar sobre a complexidade da vida. Não dá pra escrever sobre joguinhos pra sempre"
Acordei com essas palavras martelando na minha cabeça. Como pode uma mensagem tão clara e com tamanho sentido sendo proferida assim? Não entendo muito de psicanálise, mas estaria eu me culpado por aquilo que faço de melhor? Essa mente da gente é tão complexa e reserva tantas surpresas que eu não duvido de nada.
Só queria a vó Francisca aqui pra me explicar tudo isso.
You can put the blame on me
Desde muito pequeno, eu sempre me culpei demais pelo que não dava certo. Desde aquela colinha que eu preparava para aquela prova que eu estava meio inseguro até o frango na final do campeonato da escola, tudo parecia motivo pra que eu me martirizasse por dias, até atingir um ponto onde não era mais possível conviver com tudo aquilo. Aí eu chorava, perdia as estribeiras, xingava todo mundo e pronto: como em um passe de mágica, as coisas pareciam voltar ao normal.
Problema é que longos 22 anos se passaram, e o Gustavo aqui continua com os mesmos pensamentos de sempre. Os problemas são outros, as situações são diferentes, mas a culpa permanece.
Me sinto culpado por não ser um bom filho, por não conseguir oferecer aquilo que meus pais esperam, culpado por não ter conseguido despertar afeto suficiente nos meus irmãos para que pudéssemos ter uma boa relação, culpado com o fracasso que é minha vida profissional, culpado por exigir demais das pessoas, por me envolver, por fazer cobranças e exigir atenção. Culpado por não ter conseguido terminar aquele game, por ter comido pouco no almoço, por ter enfrentado meu chefe quando ele estava errado. Culpado por não ser uma boa companhia quando estou triste, ou por ter sentimentos ruins como raiva e inveja em alguns momentos. Culpado pelos meus desejos, pelos meus amores e pelas minhas inconstâncias.
Culpado por me sentir culpado.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Cansaço
Tô cansado de esperar algo que nunca vem, cansado de ficar aqui pensando que as coisas magicamente vão mudar, cansado de tentar me sentir bem ocupando a cabeça e engolindo sapos. Tô cansado, muito cansado.
Mas é engraçado, eu sei que tudo isso não faz muito sentido, que essa insegurança está me dominando, que esses sentimentos ruins estão me tomando tudo o que de bom eu tenho pra viver… mas eu simplesmente não consigo me afastar disso. Eu não consigo. Juro.
Me sinto sozinho, incompreendido e infeliz, mesmo sabendo que eu não deveria me sentir assim. Tá complicado.
domingo, 19 de junho de 2011
Cama
Raramente perco o sono, mas agora estou aqui com os olhos esbugalhados, a expressão meio blasé e a cabeça tão cheia de pensamentos que eu só queria deitar na cama e esquecer tudo.
O que me aflinge? O medo do futuro, a sensação de estar inerte, o medo da solidão. Medos tão meus que me sentiria menos Gustavo se não tivesse cada uma deles. Complicado é quando eles suplantam todo o resto, deixando essa sensação horrível de desconforto.
Enfim, vou tentar dormir de novo. Boa noite pra vocês.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Me fale sobre a sua vida
Eu sempre achei meio estranho fazer análise. Não sei, a ideia de sentar olhando pra alguém que eu mal conheço e abrir a minha vida nunca me pareceu muito tentadora. Mesmo assim, resolvi aceitar o desafio – seja porque todos os outros caminhos pareciam não funcionar, seja porque na hora do desespero suas convicções não valem mais tanto assim.
E lá estou eu, sentado em uma confortável poltrona, variando a direção do meu olhar entre o teto e o meu pé, que balança rápido por culpa do nervosismo. Sai uma palavra, vem uma afronta, sai um contraponto, vem uma história.
Quarenta minutos depois estou “liberto” e curiosamente feliz. Será que o simples ato de poder falar o que se sente pra alguém que você não vai ter que olhar na cara no dia seguinte é algo que conforta a gente tanto assim? Ou será que a gente só se abre verdadeiramente com uma psicóloga porque acha que está pagando e por isso merece aproveitar esse “custo” da melhor forma possível? (maldito capitalismo)
Não sei ao certo, não sei mesmo. Fato é que hoje tenho mais um desses encontros marcados (não, não é com o Luiz Gasparetto). Depois conto mais pra vocês.
domingo, 5 de junho de 2011
Será que sorte virá num realejo?*
Estou naqueles dias onde você espera que algo aconteça, algo que possam mudar a direção das coisas e te fazer mais feliz. Eu não tô exatamente infeliz, não é isso. Eu só acho que preciso viver de forma mais plena. Preciso respirar novos ares, enfrentar novos desafios, criar novos projetos.
Mas ao mesmo tempo, eu quero é que as coisas aconteçam de uma forma meio automática e que eu não precise muito buscá-las. Não ando com muito ânimo pra isso.
*Sim, a inspiração foi a música do Teatro Mágico